sexta-feira, 29 de julho de 2016

Política: Lúcio minimiza tensão por vice em Salvador

Política

Lúcio minimiza tensão por vice em Salvador

Em entrevista à rádio Metrópole, o cacique ainda elogiou os deputados federais do PRB Tia Eron e Márcio Marinho

por
Guilherme Reis
Publicada em 29/07/2016 07:16:17
Após afirmar inúmeras vezes que lutaria para emplacar o deputado estadual Bruno Reis (PMDB) como vice do prefeito ACM Neto (DEM) na disputa pela reeleição, o presidente municipal do PMDB, deputado federal Lúcio Vieira Lima, assegurou que a tensão com o democrata e outros partidos em Salvador é motivada por questões mais profundas. Em entrevista à rádio Metrópole, o cacique ainda elogiou os deputados federais do PRB Tia Eron e Márcio Marinho.
“Tia Eron é uma grande deputada. Márcio Marinho é uma figura espetacular, meu querido amigo, eles estão no legítimo direito, que respeito, de pleitear o cargo de vice para o seu partido. A minha discussão não é por cargo, a minha discussão é por Salvador, é por projetos. Se eu tivesse tão interessado na vice, eu teria sido o candidato, porque nasci em Salvador, tenho uma respeitabilidade nacional, modéstia a parte”, declarou.
O PRB pleiteia a vaga de vice por meio do ex-chefe de gabinete da prefeitura, João Roma. Nas últimas semanas, o partido tem aumentado a pressão sobre o chefe do Executivo municipal, demonstrando que não desistirá tão facilmente da indicação. O presidente municipal da legenda, inclusive, tem falado sobre a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Thomé de Souza, com chapa encabeçada por Tia Eron.
Sobre a indicação de Bruno Reis, Lúcio disse que o partido poderia ter colocado outro nome, como o de Fábio Mota ou o dele próprio. “[Fábio] tem uma ligação familiar comigo. Temos uma relação de amizade e confiança, e está no PMDB há mais tempo que o Bruno e não o fiz. Por quê? Bruno teve uma grande votação em Salvador, fez um grande trabalho à frente da secretaria. Acho que dentro do PMDB neste momento Bruno Reis reúne as melhores condições para ser o nosso candidato”, defendeu.
O peemedebista frisou ainda que Neto é apenas o “coordenador do processo” e que a escolha de quem será o vice não partirá apenas do democrata. “A decisão não é dele. Ele vai levar em conta as pressões do PRB, as ponderações do PMDB e as pressões dos demais partidos. Tem que ouvir o PSDB, o DEM, tem que ouvir todos os partidos. A decisão não está com ele. Ele, coitado, está como uma galinha ao molho pardo, um feijão na panela de pressão. Se a decisão fosse dele, quem sabe ele escolheria nenhum desses que estão aí, e sim outro”, pontuou, acrescentando que a intenção do PMDB é contribuir com o projeto que está sendo construído na cidade. “Não queremos fazer um desserviço em Salvador, não estou apoiando a reeleição apenas de ACM Neto. Estou apoiando a reeleição de um projeto que está sendo aprovado. Não queria estar na pele de Neto”.
ACM Neto tem passado as últimas semanas em negociação com os partidos. Na última segunda, o gestor participou de segunda reunião com o PSDB em menos de uma semana. Ao contrário do que se previa, os tucanos também “bateram o pé” e exigiram que o democrata escolhesse o presidente da Câmara Municipal, Paulo Câmara. “Mantivemos a mesma posição da última reunião. Iremos até o fim. A expectativa é muito positiva, por tudo o que o PSDB representa, por ter contribuído com a vitória de ACM Neto.
Reconhecemos o prefeito agora como o líder desse processo, vamos esperar que ele tome uma decisão”, disse Câmara na segunda. Outra legenda que também tem pressionado é o PV, que pleiteia o cargo com o ex-chefe da Casa Civil Luiz Carreira.

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