terça-feira, 25 de outubro de 2016

Caos na Saúde faz Huse chamar força do Exército

25/10/2016 ÀS 08H42 - ARACAJU

Caos na Saúde faz Huse chamar força do Exército

Atendimento agiliza demanda de atendimento da baixa complexidade.
Por: JornaldaCidade.Net

Devido à greve dos servidores Da saúde de Aracaju, a população que busca atendimento nas unidades básicas de saúde não está encontrando e acaba indo para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e, consequentemente, sobrecarregando a unidade. Tentando minimizar essa lotação, a Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com o comando do Exército do 28º Batalhão de Caçadores (28BC), montou no último sábado uma tenda de atendimento na porta do Pronto Socorro do Huse, a fim de agilizar a demanda de atendimento aos serviços de baixa complexidade.
A tenda tem capacidade para atender de 400 a 500 pessoas em 12 horas. E desde que foi montada, no sábado, até às 13h30 de ontem, 30 pessoas já haviam sido atendidas. Durante coletiva a imprensa realizada ontem pela SES, a secretária de Saúde, Conceição Mendonça, desmentiu que a ideia seja um espetáculo midiático e eleitoreiro.
“Precisamos, enquanto entidade sanitária, ter estratégias, planejamento, comando, controle, ética e responsabilidade para que possamos proporcionar a integralidade da assistência, garantia de acesso a todos os pacientes de baixa complexidade. Nosso compromisso é com o povo, a dor não tem partido, e quem chega com dor precisa ser cuidado. Aquele paciente que estava passando oito horas para ser atendido, agora tem passado meia hora. Não há intervenção nenhuma, o que há é estratégia de planejamento”, disse a secretária, ao afirmar que assim que a greve acabar a tenda irá ser desmontada. 
O comandante do 28 BC, coronel Marco Aurélio Küster de Paula, comentou que é papel da instituição auxiliar a população. “Nossa missão institucional é colaborar com o bem-estar social e com o desenvolvimento nacional. O Exército não é meu, não é dos meus militares, é de todos nós”, ponderou.  
De acordo com a superintendente do Huse, Lícia Diniz, só na última, semana até domingo, dos 2.381 atendimentos 1.530 foram de baixa complexidade e deveriam ser atendidos pelos postos de saúde. A tenda funciona com médicos, enfermeiros e técnicos do próprio Huse e que se revezam no atendimento. Diniz frisa que o impacto financeiro com a desassistência dos pacientes por parte do município é muito grande, tanto é que o soro comprado para o mês de outubro para o hospital já havia acabado em 15 dias. “O que a gente quer é atender o paciente o mais rápido possível. 87% dos pacientes que chegam ao Huse nesses dias de greve deveriam ser atendidos pela rede básica”, diz a superintendente, ao reforçar que a unidade gasta R$ 1 milhão por dia e com o aumento da demanda esse valor sobe.

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