segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mulher é presa em flagrante em hospital por exercício ilegal da medicina de Canudos

Bahia

Mulher é presa em flagrante em hospital por exercício ilegal da medicina de Canudos

Éricka Ferreira de Melo, 31 anos, usava o CRM de outra médica, uma anestesista que trabalha em Salvador
Clarissa Pacheco (clarissa.pacheco@redebahia.com.br)
Atualizado em 16/10/2016 20:13:46
Uma mulher que se apresentava como médica foi presa em flagrante na noite deste sábado (15) no Hospital Municipal de Canudos, no Nordeste da Bahia, acusada de exercício ilegal da medicina. Éricka Ferreira de Melo, 31 anos, atendia como plantonista na unidade e usava o CRM (registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina) de uma médica anestesista de Salvador.
De acordo com um funcionário do Hospital Municipal de Canudos, que não se identificou, Éricka foi presa por volta das 20h dentro do hospital. "O ocorrido foi ontem (sábado), mas ela estava no plantão desde quinta-feira (13), já era a terceira ou quarta vez que ela aparecia aqui. Segundo o delegado de polícia, foi uma denúncia da verdadeira Érica, que é médica", disse.
Ele não soube dizer como a falsa médica se apresentou para a contratação. No entanto, disse que ela usava o nome e o CRM da médica Erica da Cunha Barros. O CORREIO tentou falar com a diretora do hospital, mas ela não quis dar entrevista. A falsa médica, Érica Ferreira de Melo, é natural de Matina, Minas Gerais e disse ter se formado em medicina na Bolívia, segundo o funcionário.
A reportagem também apurou que a verdadeira médica é anestesista e trabalha no Hospital Eládio Lasserre. O CORREIO procurou o delegado Paulo Jason de Melo Falcão, titular da Delegacia de Euclides da Cunha, vizinha de Canudos, mas ele não foi encontrado.
Já o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) informou que não atua contra falsos médicos, o que é atribuição da polícia. No entanto, é comum que médicos na situação da profissional que teve o CRM usado indevidamente registrem queixa junto ao Conselho. Nestes casos, o Cremeb busca a diretoria da técnica da unidade que fez a contratação e encaminha o caso ao Ministério Público.
Até a noite deste domingo (16), o Cremeb não havia recebido nenhuma queixa formal, mas o órgão informou que irá procurar o médico que atua como diretor técnico do Hospital Municipal de Canudos para verificar de que forma foi feita a contratação da falsa médica.
O Cremeb informa ainda que, em caso de dúvida, o paciente deve procurar o serviço de busca de médicos no site da instituição e verificar se há registro por nome, especialidade ou pelo número do CRM. A maioria dos médicos cadastrados possui uma foto na ficha - não é o caso da anestesista Érica da Cunha Barros.

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