sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Disputas pela Assembleia e UPB têm majoritária de 2018 como foco

Disputas pela Assembleia e UPB têm majoritária de 2018 como foco


Por Alexandre Galvão e Luiz Fernando Lima
A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa esquentou nos últimos dias com as declarações de entre Marcelo Nilo (PSL), Luiz Augusto (PP) e Ângelo Coronel (PSD). Os dois primeiros têm no histórico recente desentendimentos em plenário e o terceiro é o nome impulsionado pelo senador Otto Alencar, dirigente do partido no estado.
O comando do “segundo poder” na estrutura de Estado é estratégico para o atual presidente, no quinto mandato consecutivo, e para as duas outras siglas envolvidas na peleja. Nilo, em entrevista ao Bocão News, afirmou categoricamente que comandar a AL-BA por um sexto mandato “ajuda bastante” em conquistar uma vaga na chapa majoritária.
Em 2018, duas cadeiras estarão disponíveis para a Bahia. Uma delas, segundo Nilo, já está reservada ao ex-governador Jaques Wagner. A outra, será disputada entre ele, a senadora  Lídice da Mata (PSB) e o senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido). O ex-petista foi nomeado secretário estadual da Educação.
O PP tem o vice-governador, João Leão. Enquanto o PSD tem Otto Alencar no Senado, contudo, ambos os partidos têm mais musculatura que o PSL de Marcelo Nilo e almejam manter o espaço que já ocupam e ampliar se possível. Neste sentido, o ano de 2017, apresenta duas oportunidades para os envolvidos.
A eleição para presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e o comando do Poder Legislativo. Existe nos bastidores conversa entre PSD e PP sobre a possibilidade de um apoiar o outro em cada uma destas disputas. Como o PSD elegeu o maior número de prefeitos (82) teria a legenda a preferência pela UPB.
O PP, contudo, é o segundo maior (57). O PSL, dirigido por Nilo elegeu 15 gestores. O presidente da Assembleia garante ter algo em torno de 40 prefeitos que o apoiam. Mas essa é uma equação que pouco interessa a ele. O foco dele é a Assembleia para conseguir a vaga na chapa como candidato ao Senado.
“Se eu não for presidente, não terei uma vaga para senador. Como presidente, a minha chance aumenta”, avaliou Marcelo Nilo em entrevista ao Bocão News.
João Leão diz que Marcelo Nilo tem um peso e que ele mesmo “trabalhará” para que o “amigo” tenha o espaço na majoritária. “Marcelo sabe que não precisa da AL-BA para se cacifar”.
Do lado de Luiz Augusto, o deputado federal Ronaldo Carletto (PP) tenta se cacifar para a mesma disputa. Carletto saltou de deputado estadual para federal e quer, em 2018, ter um nome robusto para pleitear a vaga. Para isso, incentiva seu apadrinhado político a disputar a vaga.
“Existe um pouco disso. Ele [Nilo] está equivocado se acha que presidindo a AL-BA tem mais chances. Já foi presidente cinco vezes e nunca conseguiu uma vaga na disputa pelo Executivo”, cutucou Luiz Augusto.
Embora Ângelo Coronel não tenha entrada nesta “briga discursiva”, tem trabalho junto aos deputados para conseguir apoio. Joga contra a candidatura de Coronel à Assembleia o fato de ser visto como um deputado que pouco frequenta a Casa. As palavras são dos próprios pares.
Flerte — Outra frente nestas disputas é pelo arco de alianças também em 2018. Nos bastidores da política baiana corre solta a informação de que prepostos do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), principal liderança política da oposição ao projeto petista no estado, já procuraram o PSD e PP para que mudem de lado.
Até o momento não há indicativos de que isso pode acontecer, mas o gesto de “boa fé” pode ser dado durante a disputa pela presidência da AL-BA e da UPB. O vice-governador e secretário estadual do Planejamento, João Leão, cacique do PP no estado, garantiu em conversa exclusiva com a reportagem do Bocão News, que não existe essa possibilidade.
“Estamos no mesmo barco. Não existe essa possibilidade”. O PP é o partido que mais indicativos deu de que poderia mudar. Entretanto, Leão garante que fica com Rui Costa. Por outro lado, o partido manterá o diálogo nacional com o governo Michel Temer. “Não tem problema nenhum. Vamos manter esse diálogo que é bom para a Bahia”.

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