sábado, 19 de novembro de 2016

Ex-ministro, Jaques Wagner irá assumir cargo no governo da Bahia

9/11/2016 09h44 - Atualizado em 19/11/2016 10h02

Ex-ministro, Jaques Wagner irá assumir cargo no governo da Bahia

Nomeação foi publicada no Diário Oficial na edição deste sábado (19).
Ex-governador da BA será coordenador de Conselho de Desenvolvimento.

Do G1 BA
Jaques Wagner, governador da Bahia (Foto: Manu Dias/GovBA)Jaques Wagner será coordenador da Codes na Bahia (Foto: Manu Dias/GovBA)
O ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi nomeado pelo atual governador do estado, Rui Costa (PT), como coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), estrutura vinculada à Secretaria de Relações Institucionais (Serin). A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado na edição desse sábado (19).
O político não assumia cargos de governo desde maio deste ano, quando a então presidente Dilma Rousseff foi afastada interinamente da Presidência após a abertura de processo de impeachment. Na época, Jaques Wagner era chefe de gabinete da presidente e tinha status de ministro.
O Conselho que será coordenado por Jaques Wagner tem o objetivo de assessorar o governador do estado na discussão e elaboração de políticas públicas e diretrizes voltadas à promoção do desenvolvimento sustentável da Bahia. Segundo a Serin, o colegiado tem como prática a promoção de debates sobre assuntos relativos à dinâmica socioeconômica do estado por meio do diálogo entre a sociedade civil e os gestores públicos federais, estaduais e municipais.
Em uma rede social, Jaques Wagner comentou a nomeação. "Estou muito feliz de estar de volta à Bahia e poder contribuir com nosso projeto. Assumir a coordenação do CODES é desafio que me agrada e estimula: promover diálogo e mediação como método de gestão, como modo de governar", disse.
No governo Dilma Rousseff, Jaques Wagner foi ministro da Defesa (2014) e da Casa Civil (2015), como também chefe de gabinete da presidente (2016). No governo Lula, foi ministro do Trabalho (2003) e de Relações Institucionais (2005/6), além de ter chefiado o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (2004).  Além disso, foi governador da Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014)  e deputado federal por três mandatos.
Lava Jato
Em junho deste ano, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio de um pedido de abertura de inquérito para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, para investigar Jaques Wagner.
O pedido de investigação apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou ao Supremo por meio de um processo oculto (alto grau de sigilo). O despacho afimava que Janot pediu a abertura de inquérito "em razão de fatos possivelmente ilícitos relacionados a Jaques Wagner". A decisão de Celso de Mello, entretanto, não detalhava quais suspeitas pesavam sobre Jaques Wagner, apenas afirma que o pedido tinha relação com a Lava Jato.
Jaques Wagner foi citado na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O delator afirmou nos depoimentos que o ex-chefe da Casa Civil recebeu, em 2006, ano em que concorreu pela primeira vez ao governo da Bahia, recursos desviados da Petrobras.
O G1 entrou contato o Ministério Público Federal, no Paraná, que informou que a atualização sobre o caso deveria ser apurada com a Procuradoria Geral da República (PGR). A reportagem entrou em contato com a PGR, que não comentou atual situação do ex-ministro nas investigações da Lava Jato até esta publicação.
Trajetória
Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro em 16 de março de 1951 e começou a se envolver com política aos 18 anos, quando presidiu o diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia Civil da PUC-RJ. Devido à atuação no movimento estudantil, passou a ser perseguido pelo regime militar, deixou a universidade e foi para a Bahia.
Em Camaçari, no litoral baiano, começou a trabalhar como técnico em uma indústria petroquímica. Na década de 1980, conheceu Lula  e participou da  fundação do PT. Também ajudou a instalar a sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia e atuou como presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica do estado, de 1987 a 1989.
Wagner assumiu o primeiro mandato em 1990, quando se elegeu deputado federal, reeleito em 1994 e 1998. Antes de se tornar ministro de Lula e governador da Bahia, tentou se eleger prefeito de Camaçari (BA), mas perdeu.

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