terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ribeira do Pombal ganha Central de Comercialização de Derivados de caju

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Ribeira do Pombal ganha Central de Comercialização de Derivados de caju

postado em 13/12/2016 12:12

A cidade de Ribeira do Pombal, a 311 km de Salvador, possui agora uma Central de Comercialização de Derivados do Caju. A região também ganhou novas agroindústrias para o processamento do caju nos municípios de Tucano e Lamarão.
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As inaugurações aconteceram na manhã desta terça-feira (13) durante as visitas do governador do estado Rui Costa e do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo. Ainda em Ribeira do Pombal, o governador lançou o Edital do Bahia Produtiva no segmento da fruticultura. O Bahia Produtiva é uma ação com o objetivo de financiar projetos de inclusão e acesso ao mercado para comunidades mais pobres do estado.
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13/12/2016 12:50

Cadeia produtiva do caju recebe incentivo na Bahia

Caju
(Foto: Manu Dias/GOVBA)
A cadeia produtiva do caju, uma das frutas mais populares do país, seja pelo seu total aproveitamento ou por ser produzida em diversos estados brasileiros, acaba de receber um importante incentivo na Bahia. Uma Central de Comercialização e Modernização de Processo Produtivo foi inaugurada pelo governador Rui Costa, na manhã desta terça-feira (13), no município de Ribeira do Pombal. O empreendimento é resultado de parceria do Governo do Estado, por meio da Companhia de Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com a Fundação Banco do Brasil e a Cooperativa dos Cajucultores Familiares do Nordeste da Bahia (Cooperacaju).

Na oportunidade, Rui entregou as chaves das duas novas agroindústrias para o processamento de caju construídas em Tucano e Lamarão e lançou o edital do programa Bahia Produtiva, voltado à fruticultura, abrangendo, entre outras, a cajucultura. Também por meio da CAR/SDR foram entregues dez barracas à Cooperacaju, para a participação em feiras. "A Bahia é estado com maior número de agricultores familiares no Brasil. Ao apoiar os pequenos produtores, ao ajudarmos eles a melhorarem a renda, o lucro que eles tiverem vai ser gasto nas cidades. Temos que apostar nisso. Com assistência, mecanização. Isso é a redenção da nossa gente, que vive no semiárido", afirmou o governador.

INauguração
(Foto: Manu Dias/GOVBA)

Pouca gente sabe, mas a castanha é a fruta do caju. A outra parte, de cor vermelha, amarela ou alaranjada, é o pseudofruto, utilizado para produzir sucos, doces e polpas. De acordo com o presidente da Rede Cooperacaju, com as duas entregas de hoje, sobe para cinco o número de unidades de beneficiamento localizadas em Banzaê, Novo Triunfo, Ribeira do Amparo, Tucano e Lamarão. Nelas, é produzido tudo o que será vendido a partir de agora na Central de Comercialização, a preço justo e sem desvantagens para os cooperados. Ele destaca como um dos principais reflexos do investimento o aumento na renda dos cajucultores familiares, pois além de produzir e beneficiar, eles têm a possibilidade de comercializar. "A central tem o papel de levar os produtos diretamente para o consumidor e para as estatais, por meio de programas como o Pnae e o PAA, entre outros. Isso vai facilitar o escoamento da produção dos agricultores familiares. A partir do momento que o produtor tem a garantia de venda dos seus produtos, ele deixa de passar para os atravessadores. O atravessador tira o lucro dos cajucultores familiares".

Durante a inauguração da central, foi entregue ainda uma máquina automática para cortar castanha de caju, simbolizando os demais equipamentos instalados nas unidades de beneficiamento. De acordo com o assessor da gerência de assessoramento técnico da Fundação Banco do Brasil, Amarildo Carvalho, o processo que resultou na implantação das unidades de beneficiamento e na central de derivados do caju começou há dez anos. "A cultura do caju é uma das mais populares e a que mais afeta a agricultura familiar. Nosso trabalho inclui apoiar a base produtiva com assistência técnica na base, no plantio e no cultivo. A própria comunidade demandou as fábricas".


Cerca de 750 agricultores familiares de 21 municípios localizados em quatro Territórios de Identidade (Nordeste II, Sisal, Litoral Norte e Portal do Sertão) compõem a Rede Coopercaju. Desde menino, o pequeno produtor rural José Tobias dos Santos, 53 anos, lida com a colheita de caju, fruta abundante na região. Para ele, um novo tempo se inicia para quem vive do campo. "Nós, produtores da roça, temos um custo muito alto na luta com a roça. A gente mora num lugar pequeno, de baixa renda. Precisava de alguém que tivesse essa iniciativa pra incentivar nós, do campo. Somos quem coloca a comida nas cidades".

Apoio à fruticultura

Durante o evento em Ribeira do Pombal, o Governo do Estado lançou também o edital de fruticultura pelo programa Bahia Produtiva, no valor de R$ 26 milhões. De acordo com o titular da SDR, Jerônimo Rodrigues R$ 5 milhões são para a cajucultura. "Este edital é para fomentar diversas cadeias produtivas, não apenas a do caju, mas também a do maracujá-do-mato e outras frutas. Ninguém produz apenas para a sua subsistência. O edital confirma a importância que o semiárido baiano e a agricultura familiar têm para o Governo do Estado".

Na opinião do coordenador executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), Jaques Wagner, a construção de unidades de beneficiamento e de comercialização "é uma estratégia fundamental. É mais dinheiro no bolso do agricultor e melhoria das condições de vida".

Caju
(Foto: Manu Dias/GOVBA)

Um carro 0kM também foi entregue pela fundação para auxiliar na logística da cooperativa. Foi assinado ainda um protocolo de intenções entre o Governo do Estado e a Sono Brasil com o objetivo de viabilizar a implantação de uma indústria de sucos de frutas no município de Nova Soure.


Repórter: Jhonatã Gabriel
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