terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Adustina-BA: 13 anos de recordação da maior enchente no municipio de Adustina.



18/09/2013 06h24 - Atualizado em 18/09/2013 07h23

Safra de feijão de Adustina, na BA, é a melhor dos últimos 30 anos

Agricultores comemoram a produtividade das lavouras.
José Faustino dos Santos, um dos maiores produtores de feijão no município de Adustina.
Jailson Rodriguesdo Nascimento(Blog www.adustinaadsa.com)
Adrovando de Zé de Zeca(produtor rural, e pecuarista)
Genilson Rodrigues do Nascimento(Pelezão o rei do milho) um dos principal comerciante de cereais da safra de adustina, para as regiões do Brasil.

Depois de uma longa estiagem, a chuva voltou e garantiu a produção.

Do Globo Rural
Máquinas e trabalhadores estão em ritmo intenso de trabalho no campo. Adustina, no nordeste da Bahia, a 356 quilômetros de Salvador, e mais 13 cidades vizinhas formam a maior região produtora de feijão de inverno da Bahia.
 
A colheita começou há um mês e ainda vai durar muito tempo. Os campos estão cheios de pés de feijão.
O ano passado, a seca castigou a área. Foi uma longa estiagem, que fez açudes e riachos secarem, mas nos últimos 10 meses a chuva caiu com força e tudo mudou.
José Feitosa é produtor há mais de 50 anos e não esconde a felicidade. Ele vai colher bastante.
Parte da colheita é manual, mas a maioria do processo é mecanizado. No fim do dia, os tratores partem carregados. A todo momento, caminhões chegam à cidade trazendo mais sacas. A maioria vai para os depósitos.
A produção é tão grande que uma praça, geralmente usada para grandes shows na cidade, está ocupada pelos produtores rurais. Sem espaço nas propriedades, eles usam o local para fazer a secagem dos grãos.
A praça está tomada, coberta de feijão de ponta a ponta. Os agricultores e funcionários passam o dia movimentando os grãos.
Além da chuva, a semente de boa qualidade também influenciou na boa safra e antes de chegar ao consumidor final, cerca de 30% da produção passa ainda pelo beneficiamento. Nas máquinas, as impurezas, como pedras e torrões, são removidas. O feijão sai mais puro e ainda mais valorizado no mercado.
A produção de feijão de Adustina e cidades vizinhas já está influenciando no preço final do produto. A saca que chegou a custar até R$ 150 o ano passado, agora está variando de R$ 50 a R$ 110.
O preço do quilo caiu na região, de quase R$ 9 para, em média, R$ 4. Dependendo da qualidade, ele pode ser encontrado até por R$ 2 e por causa disso, quem produziu vai esperar a melhor hora para vender.
A previsão é que, até o final da safra, 24 mil toneladas de feijão sejam colhidas na região de Adustina.




Adustina e todos os municípios  da região nordeste da Bahia, que foram atingidos por essa enchente,  hoje sofre com uma grande estiagem, más após essa enchente houve uma grande obra no açude público de Adustina , que custou mais de quinhentos mil reais$585.000,00, que parece mais o projeto do do governo dos Estados Unidos.
As informações dizem que essa contenção seria para para a erosão do sangrador do açude.











Também, não é difícil registrar o transporte de palma em pequenos reboques puxados por automóvel, trator, etc. Nem as aves estão mais resistindo em permanecer na mata e estão migrando para a cidade, onde têm encontrado comida com facilidade: restos de alimentos de cereais facilmente encontrados nos setores cerealistas, como mostra a imagem de um casal de anu-preto, que do alto da copa de uma árvore, aguarda o momento de ir para o chão para se alimentar de migalhas de cereais diversos.
Na ausência quase que total de massa verde nas propriedades rurais, Palma,  várias pessoas buscam palha de milho. Galhos e folhas de pés de fícus que ornamentam a cidade, também estão sendo aproveitados por criadores que acompanham a equipe de jardinagem da prefeitura e atuam no trabalho de poda dessas árvores. 


É quando ovinos, que têm o paladar menos exigente que caprinos, comem bastante as folhas verdes de gosto um tanto amargo. Triturada junto com os galhos, as folhas de fícus também são usadas para alimentar o gado. 
Em vários lugares do sertão, nem mesmo a palma, planta cactácea de porte arbóreo altamente resistente, está sendo encontrado com facilidade, pois centenas de pés dessa planta ícone da região, estão sendo aproveitados na produção de ração e tornam-se cada vez mais escassos. Cheio de espinhos, o criador remove-os, corta os galhos em pequenos pedaços ou passa na máquina trituradora para facilitar a refeição dos bichos. 



 O descaso e falta acompanhamento técnico. agricultores do assentamento as margens da BA 392, preparam o terreno para plantar nos próximos dias, quando a chuva chegar.

Resignados, esses produtores e criadores que sofrem juntamente com seus animais, ficam a esperar que São Pedro mande chuva à vontade, talvez, não na mesma proporção da Súplica Cearense, (música composta pelo baiano Gordurinha), que relata o sofrimento e desespero de um sertanejo cansado de tanto sofrimento causado pela seca, e pede ao Senhor, em súplica, para que o sol, inclemente, se arretirasse, para que chovesse sem parar. Mas depois, quando já não aguantava mais com tanta chuva, com os olhos cheios de água, pediu perdão a Deus e que parasse com a chuva.
Não será preciso pedir tanto, apenas, o necessário para trazer de volta as plantas, as ramagens, pastagens, as aguadas e açudes voltem a ter um bom volume de água. Mas isso fica por conta da mãe Natureza e, pelo que se observa, não está disposta a atender urgentemente aos milhares de pedidos para a chuva cair. As nuvens até ficam carregadas, porém, mudam de lugar e como num passe de mágica desparecem e o céu volta a ter nuvens brancas que não são características de nuvens de chuva.

Sem pastagem na propriedade para alimentar os animais.

 
Sertanejos sofredores, mexam-se, cobrem firmemente dos governantes, dos políticos eleitos com o seu voto, ou não, providências urgentes, urgentíssimas de combate à seca, enquanto há tempo. Já passou da hora de sindicatos, associações comunitárias rurais e urbanas, entidades representativas, poderes públicos, todos juntos, numa grande manifestação de cobrança de providências das autoridades governamentais superiores, contra a longa estiagem que está provocando grandes estragos ao patrimônio privado e à economia do Município: falência de empresa, demissão e fechamento de postos de trabalho, serviços, etc., gerando desemprego e desconforto social.




Incomodado com essa situação que se apresenta ao longo dos últimos   anos, sem que houvesse tomada de medida eficaz para, ao menos, amenizar uma situação que, na ausência de providências pode chegar ao estado de calamidade pública, principalmente no meio rural, que mais sofre e arrasta este estado de aflição para a urbe, com a desaceleração das vendas no comércio e suas consequências sociais desagradáveis, o Poder Executivo Municipal
DECRETA:
Fica decretado à existência de situação anormal no município, provocado por
Estiagens, classificado e codificado como
, caracterizada como

A situação de Emergência de que trata o caput deste artigo, abrange
todo o território do município, conforme prova documental estabelecido pelo
Formulário de Informações de Desastres – FIDE e pelo croqui em anexo.
Art. 2º -
Fica autorizado á mobilização de todos os Órgãos e Secretarias Municipais
para atuarem, sob a coordenação do
COMDEC
, nas ações voltadas ao combate aos
efeitos da estiagem.
Art. 3º -
O Poder Executivo Municipal encaminhará cópias deste Decreto a todos os
órgãos governamentais e/ou entidades civis que tratam da matéria, para as devidas
finalidades.
Art. 4º -
Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, devendo vigorar por
um período de
180 (cento e oitenta) dias
, revogadas as disposições em contrário.
Gabinete do Prefeito Municipal de Adustina – Estado da Bahia, em 09 de fevereiro de
tornou público nesta terça-feira (23), um decreto com data de 20 de janeiro de 2017, período em que foram levantadas as informações nas áreas do município contidas no FIDE (Formulário de Informações do Desastre) e demais documentos exigidos para a elaboração do decreto que declara ‘situação de emergência’, autoriza e mobiliza todos os órgãos do município sob a Coordenadoria de Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre e reabilitação do cenário e reconstrução. 
 
Agora, é aguardar que o prefeito Paulo Sérgio, seja atendido com o pedido decreto de calamidade no município, e seja publicado no diário oficial  da união(D.O.U) e coloque em prática a execução deste decreto, que certamente vai ajudar bastante nas ações de combate à seca, que há mais de quatro anos deu sinais de que seria prolongada; sem que houvesse providências concretas por parte das autoridades governamentais nas quais foram tornadas a público pelos gestores anteriores. 

Roní do entroncamento" chefe do departamento e distribuição de água para o povo"

 
As fotografias, exclusivas do site www.adustinaadsa.com, do açude, das Barragens e pastagens, antes, verdes, preservados e vigiados diuturnamente, o açude que já foi a principal fonte de renda das vilas de pescadores, e também para o turismo, foi interrompido pala falta de administração do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca D.N.O.C.S, que ordenou abertura das comportas para esvaziar o açude por quase um ano,   são retratos fiéis do estado de abandono a que foram submetidos pelo  governos , retratam e reforçam o quadro de longa estiagem que assola o município. Pela sua importância histórico açude, que já foi área de uma das principais festa cultural e turística da região, A Festa do Bom Jesus dos Navegantes(Festa do Açude)  precisam urgentemente de mais atenção. O momento é o mais adequado para a limpeza e revitalização dos   margens, recuperação das nascentes, preservação desses e de outros reservatórios de água pertencentes ao povo Adustinense.

Rua José Ribeiro/ com Avenida Guarujá(AV.Antônio Gomes de Santana)



*Fotos: respectivamente: www.adustinaadsa.com.acervo:enchente  açude público de Adustina , em 29/de fevereiro 2004  .




Festa de Bom Jesus dos Navegantes(Festa do Açude)por muitos anos foi realizada nas margens do açude, que foi proibida pela diretoria do D.N.O.C.S, (em 2003) com a justificativa que estava contaminando aas águas do açude, vejam como se encontra atualmente o local onde já foi considerado uma das melhores festa da região, que teve proibição por ambito político.
 Comporta responsável pelo esvaziamento do açude público de Adustina,


O prefeito municipal de Adustina,Josè Aldo Rabelo de Jesus(2005/2008) com a enchente de fevereiro de 2004, aproveitou, para providenciar junto ao D..N.O.C.S, alevinos para o açude público de Adustina.


*Fotos: respectivamente: www.adustinaadsa.com.acervo:enchente  açude público de Adustina , em 29/de fevereiro 2004  . 
 

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