sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pedra de Xangô é finalmente tombada em ação da Prefeitura. ACM Neto: “esta é a história de um povo”

Pedra de Xangô é finalmente tombada em ação da Prefeitura. ACM Neto: “esta é a história de um povo”

Os tambores e atabaques bateram com mais força nesta quinta-feira (4), em um dos locais sagrados para os representantes das religiões de matriz africana em Salvador. Um ato solene oficializou o tombamento da Pedra de Xangô e da área considerada sítio histórico do antigo Quilombo Buraco do Tatu, realizado no próprio local, na Avenida Assis Valente. O evento contou com as presenças do prefeito ACM Neto e do vice Bruno Reis, acompanhados de secretários e gestores municipais, demais autoridades, representantes de religiões de matriz africana e população. A iniciativa faz parte da programação de aniversário de 468 anos da capital baiana.
A Pedra de Xangô é o terceiro elemento protegido pela Prefeitura com base na Lei de Preservação do Patrimônio Cultural do Município (8.550/2014). Em discurso, o prefeito salientou a importância da proteção de bens que estão no coração do povo baiano, a exemplo da Pedra de Xangô, ressaltando também que espaços como este precisam de um olhar especial do poder público. “Esta assinatura não será apenas um ato formal, mas ela também renova e fortalece os compromissos da Prefeitura nesta área. A Secis (Secretaria Cidade Sustentável e Inovação), inclusive, já tem autorização para estudar a implantação do Parque Pedra de Xangô, que será mais um ponto de visitação de pessoas de todo o mundo interessadas em saber mais sobre a nossa religiosidade, história e demais aspectos que marcam os traços deste povo”, completou ACM Neto.
A presidente da Associação de Terreiros Pássaros das Águas, Mãe Iara de Oxum, agradeceu imensamente à administração municipal por apoiar uma luta que já durava oito anos. “Esta é a história de um povo. A luta pelo tombamento foi feita junto ao Iphan e ao Ipac e, graças à Prefeitura, veio a proteção do nosso espaço. Obrigada a todos por acreditarem na nossa ancestralidade”.

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