quinta-feira, 22 de junho de 2017

'A Serin não existe', critica Nilo por tratamento do governo a deputados da base

Quinta, 22 de Junho de 2017 - 00:00

'A Serin não existe', critica Nilo por tratamento do governo a deputados da base

por Bruno Luiz
'A Serin não existe', critica Nilo por tratamento do governo a deputados da base
Fotos: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
A promessa do governador Rui Costa de executar as emendas impositivas dos deputados estaduais até o fim de julho trouxe o “estímulo” – financeiro – que faltava para que os parlamentares voltassem a apreciar no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) projetos do Executivo. Entretanto, o fomento milionário ao ânimo dos legisladores – cada um dos 63 deputados tem direito a indicar R$ 1,3 milhão em intervenções nas cidades que, geralmente, compõem suas bases eleitorais – não diminuiu totalmente a insatisfação dos governistas com a gestão de Rui. Nos corredores da Casa, parlamentares da base continuam reclamando do tratamento dispensado a eles pela Secretaria de Relações Institucionais (Serin), comandada por Josias Gomes. Ex-presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PSL) externou na sessão de terça sua insatisfação (20) e usou o plenário da Casa para lançar fogo amigo contra o governo (veja aqui). Em entrevista ao Bahia Notícias, o social-liberal girou sua metralhadora em direção a Josias, alvo de críticas que recorrentemente surgem no noticiário político, e sugeriu que ele, provável candidato a deputado federal nas eleições do ano que vem, estaria boicotando eventuais concorrentes – caso de Nilo, que já se colocou como concorrente a uma vaga na Câmara dos Deputados.  “O secretário da Serin é candidato a deputado, é meu concorrente. Você acha que ele vai me ajudar ou ajudar ele? O cara é concorrente, com tinta da caneta, e eu sou concorrente, sem tinta na caneta. Isso não é justo”, bradou, ao ressaltar que a base, “sem exceção”, está se queixando da relação com o governo. Ele disse também que a situação tem deixado os colegas “nervosos”. “Chegando a eleição e eu estou vendo os deputados nervosos porque não conseguem falar com o secretário. Quando vai, tem que dizer qual é a pauta. Um secretário, para receber um deputado, leva até 10 dias para marcar. Isso é inaceitável”, criticou. Nilo ainda endureceu o tom ao afirmar que, na avaliação dele, a Serin “não existe” e que Josias não tem força nem entre outros secretários de governo. “A Serin não existe como ação de integração entre governo e base. Os deputados não procuram nem mais a Serin. Josias não tem força nem como secretário. Os secretários nem atendem Josias”, ironizou. “Ela [Serin] nem atrapalha nem ajuda, porque não existe”, ironizou.  O deputado também voltou a criticar Rui pelo imbróglio relacionado às emendas. “Não dá para a gente ficar implorando, mendigando por um direito dos deputados. Como político, o governo precisa dar um tratamento melhor aos seus deputados. Eu tenho 36 prefeitos, aí me dá uma ambulância? Outros 35 ficam com ciúmes. Isso só no meu caso”, reclamou.

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