domingo, 30 de julho de 2017

Beber socialmente reduz riscos de diabetes tipo 2, indica estudo

Saúde

Beber socialmente reduz riscos de diabetes tipo 2, indica estudo

Quem bebe de três a quatro vezes por semana tem até 32% menos incidência da doença

Agência O Globo
Pessoas que bebem de três a quatro vezes por semana são menos propensas a desenvolver diabetes tipo 2 do que aquelas que nunca bebem, sugerem pesquisadores dinamarqueses. O vinho parece ser particularmente benéfico, provavelmente porque ele desempenha um papel importante para ajudar a administrar o açúcar no sangue, informa o estudo, publicado no periódico científico "Diabetologia".
(Reprodução: Divulgação)
Os pesquisadores chegaram a essa conclusão ao estudar a ingestão de álcool de mais de 70 mil pessoas, analisando o quanto e com que frequência elas bebiam. Entretanto, eles afirmam que isso não significa sinal aberto para beber mais do que o recomendado.
E a agência do governo britânico Public Health England alertou que o consumo de álcool contribuiu para uma grande quantidade de outras doenças graves, incluindo alguns tipos de câncer, doenças cardíacas e hepáticas. "As pessoas devem ter isso em mente quando pensam no quanto e como bebem", disse uma porta-voz.
CINCO ANOS DE ESTUDO
Após cerca de cinco anos, os participantes do estudo foram acompanhados, e um total de 859 homens e 887 mulheres apresentaram diabetes — do tipo 2, aquela que é adquirida ao logo do tempo por conta de hábitos e estilos de vida.
Os pesquisadores concluíram que beber moderadamente três a quatro vezes por semana reduziu o risco de diabetes no sexo feminino em 32%, enquanto baixou 27% no sexo masculino, em comparação com as pessoas que beberam menos de um dia por semana.
As conclusões também sugerem que nem todos os tipos de álcool têm o mesmo efeito. O vinho foi o que se mostrou mais benéfico. Já quando se trata de beber cerveja, homens com ingestão de uma a seis cervejas por semana reduziram o risco de diabetes em 21%, em comparação com os homens que bebiam menos de uma cerveja por semana — mas não houve impacto no risco das mulheres.

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