terça-feira, 19 de setembro de 2017

Alagoinhas pode perder nova fábrica de bebidas e deixar de ofertar cerca de 3 mil empregos

Alagoinhas pode perder nova fábrica de bebidas e deixar de ofertar cerca de 3 mil empregos

Prefeitura da cidade faz acusações contra a falta de empenho político para manter o projeto

Principal candidato à casa da nova fábrica da AmBev no Nordeste, o município de Alagoinhas pode perder o investimento de cerca de 800 milhões da gigante do mercado de bebidas. A cidade que já sedia as plantas da japonesa Kirin Holdings – controladora da Schincariol – e do grupo Petrópolis – dono da Itaipava – perdeu a preferência na corrida pela fábrica que geraria mais de 3 mil empregos diretos após o abandono do projeto de atração da empresa, de acordo com denúncia da prefeitura da cidade.
Em nota divulgada na nesta terça-feira(19), a assessoria de comunicação social da Prefeitura de Alagoinhas, informa que a novela da instalação da nova fábrica da AmBev, na Bahia, teve início em 2013, quando a empresa anunciou a transferência de uma das três plantas do nordeste para o estado. Em função da qualidade da água – considerada a segunda melhor do mundo – e posicionamento logístico, Alagoinhas despontou como destino favorito. Contudo, diz a nota, em 2015, a preferência do município começou a perder força quando o então secretário de Planejamento do estado e atual vice-governador, João Leão, apresentou interesse em descentralizar os investimentos industriais, oferecendo a cidade de Olindina, próxima à divisa com Sergipe, como opção para a instalação da fábrica.
Sem esforços políticos de representantes do município na Assembléia Legislativa, a cidade do agreste que seria beneficiada com a geração de mais de 3 mil novos empregos diretos despencou na preferência da AmBev.
Agora, as tentativas do atual prefeito da cidade, Joaquim Neto (DEM), em trazer a AmBev de volta à mesa de negociações estão sofrendo a mesma falta de apoio na esfera estadual por conta de diferenças entre as legendas políticas PT, do governo do estado, e DEM.
A expectativa pela chegada da AmBev é grande pois fortaleceria ainda mais o já consolidado protagonismo da cidade no setor de bebidas junto ao cenário nacional, porém o panorama de negociações se torna cada vez mais pessimista, e apenas um lado parece estar na briga, segundo a prefeitura.

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