terça-feira, 9 de janeiro de 2018

São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar vacina fracionada da febre amarela

São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar vacina fracionada da febre amarela

Vacina contra a febre amarela será fracionada em três estados (Foto: TV Globo/Reprodução)
Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (9) que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia vão adotar a dose fracionada da vacina contra a febre amarela. É a primeira vez que é feito fracionamento de vacina no Brasil. O método já foi usado na África em 2016.  Com a divisão, uma dose que antes era aplicada em uma só pessoa poderá ser utilizada em quatro. Segundo o Ministério da Saúde, uma mesma dose pode servir para até cinco pessoas — mas o governo irá trabalhar com uma “margem de segurança”.
Ainda, a dose fracionada não será destinada a todos, diz a pasta. Crianças de 9 meses a até 2 anos, pessoas com condições clínicas específicas (como pacientes com HIV/Aids), gestantes e viajantes internacionais vão continuar tomando a dose padrão.
A meta do governo é vacinar 19,7 milhões de pessoas em 75 municípios destes estados. Ao todo, 15 milhões receberão a dose fracionada da vacina e outras 4,7 milhões, a dose padrão.   A divisão de uma mesma dose já vem sendo estudada há algum tempo pelo Ministério da Saúde, que chegou a cogitar o fracionamento em março do ano passado.
Agora, com a divulgação de mais casos e mortes em São Paulo, a pasta decidiu adotar a divisão para garantir a imunização.  As vacinas serão fornecidas e produzidas por Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz, mesma instituição que fez testes com a vacina fracionada que demonstraram sua eficácia.
A estratégia de fracionamento é uma medida preventiva recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootia (espécie de epidemia que atinge animais) e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades populosas e que não tinham recomendação para vacinação até então.  De acordo com o ministério, estudos feitos pela Fiocruz garantem que a pessoa vacinada com a dose fracionada tem pelo menos 8 anos de imunidade.

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