domingo, 1 de abril de 2018

PARABÉNS FÁTIMA PELOS SEUS 33 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA ( 1º DE ABRIL)


PARABÉNS FÁTIMA PELOS SEUS 33 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA ( 1º DE ABRIL)

 HISTÓRIA DA CIDADE DE FÁTIMA – BAHIA
História de Fátima
Desbravadores corajosos e ansiosos para cruzarem paisagens sem rotas e avançarem na caatinga inóspita rumo ao sertão da Bahia, deram origem ao município de Fátima, ainda em fase embrionária, bem como a maioria das cidades do nordeste da Bahia. Vale lembrar que a ocupação e povoamento, através das concessões de sesmarias como meio de distribuição de terras, da pecuária como meio de expansão para o interior e da utilização da produção de alimentos como garantia de auto abastecimento e fixação do homem à terra, muito contribuíram para a agregação de pessoas e a consequente formação de municípios.
As possessões da família do português Garcia d’Ávila, chamadas “Casa da Torre”, foram responsáveis pelo desbravamento da região semiárida baiana, inclusive, do território que resultaria, mais tarde, no município de Fátima. Com a exploração de rotas realizadas por vaqueiros desta família, por volta de 1710, o número de currais destinados à criação do gado foi aumentando.
As terras do Bom Conselho, atual município de Cícero Dantas, estavam na relação de bens da Casa da Torre que, ao todo, representava cerca de 340 léguas de terras às margens do Rio São Francisco e seus afluentes. Posteriormente, os herdeiros de Garcia D’Ávila venderam algumas terras que, com o passar dos anos, chegaram às mãos de Francisco Borges de Santana, comprador da Fazenda Laje; seu irmão Simão Borges, que se tornou proprietário da Fazenda Penhas; Ângelo José de Souza, o “Ângelo Lagoa”, que adquiriu a Fazenda Boa Vista; Antônio André, comprador de mais propriedades, e muitos outros fazendeiros, todos fatimenses natos. Graças ao percurso de boiadeiros, tropeiros e transeuntes surgiu a Estrada Real, que começava em Bom Conselho, passava pelo tanque do Sítio, localizado em Fátima, depois por Adustina, Paripiranga, terminando no Estado de Sergipe. Nessa época, muitas casas foram construídas para facilitar o percurso dos donos de tropas, que precisavam proteger seus familiares dos ataques de bandidos e, principalmente dos cangaceiros comandados por Lampião.

No início da década de 20, com o território bem mais ocupado, o fluxo de pessoas que transitavam pela Estrada Real era grande, já existindo alguns domicílios. Durante muito tempo, a casa de “Seu Né André”, que ficava na encruzilhada do tanque da Nação e próxima ao tanque do Sítio, serviu como ponto de hospedagem e descanso para os passageiros. A antiga estrada ainda existe, mas com um cenário bem diferente: uma mistura de gente, carros, motos e cavalos em meio à paisagem. Onde outrora existia apenas mato, ruído de animais e ranchos improvisados para os tropeiros e caixeiros viajantes, está a Rua da Olaria. É o inicial de uma história. Uma interminável história
Esporte
O esporte em Fátima começou com a dedicação  do senhor Alvino que fundou o primeiro de time de futebol do lugar com jogadores ilustre como Rafael de Vila, Jonas de Salu e outros, o primeiro jogos foi realizado num campo de futebol que existia no largo da Piedade, o entusiasmo pelo futebol foi crescendo e muitos jogadores foram se destacando no decorrer dos tempos, foi no caso do grande jogador Ita que foi convidado para jogar até no Corinthians e nos melhores times da região, o futebol de Fátima ficou conhecido em toda a região com muitos jogadores se destacando como os filhos do Ita Ninho e Adailton.
Água da bomba
Em 04 de outubro de 1960, na festa do padroeiro da cidade de Fátima são Francisco de Assis, realizou em Fátima a inauguração do serviço de água construído pelo D.N.O.C.S.(Departamento Nacional de Obras Contra as Secas). Foi uma iniciativa da paroquial e o poder publica, para o abastecimento de água, pois as bombas manuais não estavam surtindo efeito. Daí então foi construído um tanque de cimento na praça da igreja, com capacidade de 21 metros cúbicos, quatro torneiras e uma casa de máquina. Como a iniciativa foi do Padre Renato Galvão, essa bomba teve e tem um destaque especial na vida das pessoas que usufruíram dela.
Vaqueiro e tropeiros
Os vaqueiros que moravam no território fatimense se tarjavam tipicamente, enfrentavam perigos só para cuidar do rebanho, na época o gado era solto na caatinga os vaqueiros em toavam bonitos aboios para conduzirem aboiadas, esse tipo de atividade era muito tradicional no município de Fátima Bahia.  Outro tipo de atividade era os tropeiros eles faziam as suas trajetórias conduzindo mercadorias em lombos dos seus animais, pois na época na havia transporte, eles iam para várias localidades como Irecê, Monte Santo, Feira de Santana para levarem diversas encomendas como feijão, farinha, café, cachaça rapadura e outros. Os tropeiros tiveram uma grande participação para o desenvolvimento da cidade de Fátima.
Costumes alimentares e bebidas
“Para cozinhar, utilizávamos o fogão à lenha e usavam panelas de barro, não existia tempero eles usavam o sal como não tinha geladeira a forma para a conservação era retalhar e colocar para secar. Outro costume muito interessante era o café, eles torravam o café e depois pisavam no pilão, na época do umbu eles faziam a tradicional umbuzada e comia com farinha e leite. Outros costumes muito ainda utilizados atem hoje e a tradicional buchada feita de bucho de carneiro e outros como mingaus de cachorro, mungunzá Godói mexerico manaue, fubá.  As bebidas típicas da nossa cidade eram a meladinha bebida servida nas casas das mulheres paridas.
Lampião na região de Fátima
A cidade de Fátima tem um fato muito interessante no período em que lampião fazia as suas andanças pelo sertão nordestino.  O mesmo passou na fazenda mundo novo fazendo as suas tramoias e assustando as pessoas que ali morava, ele também passou em outras localidades em nosso município.
O início da educação:
No povoado ferinha do moco sentiu a necessidade de se desenvolver na educação, com isso trouxeram a professora Diva  Dias que realizou um excelente trabalho em pro do desenvolvimento na educação, e durante a trajetória do município de Fátima várias outras professoras deram as suas contribuição para o  crescimento e desenvolvimento do povo fatimense, aos poucos foram surgindo as escolas no município, uma dessas escolas se chamava colégio municipal monsenhor Galvão,  mais quando Fátima se tornou-se independente passou a se chamar escola estadual nossa senhora de Fátima sendo uma referência para o progresso da comunidade
De Ângelo lagoa à emancipação, do barracão à independência
Numa região do sertão baiano, assolada pela seca constante, localizava-se a Fazenda a Vista, situada próximo ao município de Cícero Dantas e de propriedade do Senhor Ângelo José de Souza, apelidado de “Ângelo Lagoa”, comerciante de peles de animais e pai de muitos filhos. Nasceu na Jurubeba, fazenda do município que faz fronteira com Heliópolis. Sua mãe era Genoveva e o ensinou a ler e escrever. Quando adulto, fazia documentos de terras. Foi um pai exemplar e grande educador.
Sendo sua fazenda inteiramente distante de aglomerações, tudo era difícil. Além de correr o risco de encontros indesejáveis com Lampião, que na época rondava o Nordeste, Ângelo construiu uma casa nas proximidades da Serra do Mocó, em 1928. Em seguida, seu genro Tertuliano Vargens Campos suspendeu outra e fez uma bodega. Um dos seus filhos, João Sobrinho, construiu mais uma casa e o mesmo foi acontecendo com o restante da prole. O mais novo, Daltro Virgílio, ergueu também uma bonita residência ao estilo da época, instalando uma loja de tecidos. Daí então, vizinho, parente e amigos foram edificando mais residências e o lugarejo foi crescendo aos poucos.
Certo dia, Ângelo Lagoa selou seu cavalo e foi a Cícero Dantas falar com o amigo Chiquinho Vieira, político da época, para que o mesmo opinasse sobre a criação de uma feira na Serra do Mocó. A opinião foi afirmativa. Porém, Ângelo teria que reunir toda a vizinhança para obter o apoio de todos. Tudo ocorreu como deveria. A união foi firmada, e a primeira feira realizada embaixo de um pé de pau-ferro. Tertilo Ribeiro matou o primeiro boi, sendo Antão Virgílio o marchante. Em 10 de fevereiro de 1935, foi construído um barracão, inaugurado por Chiquinho Vieira e todos os moradores do Mocó. Na feira comercializavam-se cereais, carnes e doces confeccionados por Dona Ismênia e Bela de Moisés, enquanto “Jove da Laje” vendia sua “gasosa”, espécie de Q-suco, guardado, num barril de madeira, servida por meio de uma torneira e depositado em garrafa de guaraná.
Ângelo Lagoa também pensou na educação. De Esplanada, veio ensinar no Mocó a professora Diva Dias. Como o lugarejo chamava-se Feirinha do Mocó, os habitantes ficavam ofendidos com tal denominação. O nome foi mudado para Monte Alegre, devido à alegria daquele povo com o crescimento assustador do lugar.
Tempos mais tarde, o nome foi novamente mudado para Monte Alverne, por iniciativa do Monsenhor Renato Galvão, a fim de homenagear São Francisco de Assis, bem como o escritor Francisco de Monte Alverne. Passaram-se os anos e, da primeira casa construída em 1928, veio à consagração de vila em 1960. Vila de Fátima foi resultado da luta de João Maria de Oliveira, enquanto vereador de Cícero Dantas. Com muita astúcia, ele buscou forças políticas, argumentou e contrariou poderosos locais, até, conseguir seu grande objetivo. Devido à boa localização, terras férteis e cidadãos firmes e determinados não demoraram muito para que Vila de Fátima alcançasse um crescimento populacional significativo e, através do decreto de primeiro de abril de 1985, foi reconhecida oficialmente como o mais novo município baiano, passando a chamar-se Fátima.
O domínio de Cícero Dantas
Fátima havia nascido de Cícero Dantas, porém, seu povo tinha ânsia de progredir e zelar por seu próprio destino desde o início. No lugarejo, Cícero Dantas exerceu influência desde a época de Chiquinho Vieira aos tempos de Luiz Fernando de Andrade, quando, em 01 de abril de 1985, finalmente ocorreu o desmembramento entre os municípios.
Na gestão de João Pereira, em 1952, foi construída a primeira Escola Estadual. Abelardo Vieira também trabalhou na construção de escolas, nomeou professores, instalou a bomba, abriu estradas e edificou, no início dos anos 60, o açougue municipal que deu origem à Avenida Nossa Senhora de Fátima. O comercio, até então situado à praça do barracão, foi removido para “Rua Nova”, como era chamada. Abelardo Vieira trouxe também a energia elétrica de Paulo Afonso, em 1971, e, a partir daí os fatimenses passaram a ter uma vida mais confortável.
Em seguida, Antônio Hélio Vieira foi outro a investir na educação, pois além de construir escolas na zona rural, trouxe um anexo do Colégio Municipal Monsenhor Galvão, criando o curso de 5ª à 8ª séries. Inaugurou o matadouro, pois o curral da matança havia sido extinto, em fase da criação de Rua Nova e ao fato de a sede da vila continuar crescendo de maneira progressiva. Foi graças a Antônio Hélio que Fátima ganhou seu primeiro Posto de Saúde.
Luiz Fernando de Andrade também desenvolveu um bom trabalho em Fátima na educação e na comunicação, instalando um posto telefônico e, mesmo com todas essas obras, o povo fatimense queria muito mais. Crescia a rivalidade e o sentimento político. Nascia o desejo de independência e municipalidade. Com a meta alcançada, o pequeno povoado estaria pronto para expansão habitacional e economia, o que de fato ocorreu.
João Maria: o eterno líder
Em 22 de abril de 1922, nasceu João Maria de Oliveira, filho de Ludgero Bispo de Oliveira e Maria Jovita de Oliveira. Por consequência da seca e das dificuldades da época, seus pais viajaram em 1923, para a Fazenda Pico, no município de santa na qual seu pai trabalhou como vaqueiro. Sua mãe, ao dar á luz mais uma criança, faleceu de “resguardo quebrado”, deixando João Maria com apenas um ano e dez meses de idade. Com dificuldade de criar os filhos em terras distantes, seu pai retornou para o seio da família e deixou o pequeno João com uma senhora de nome conceição Pinto, vizinha daquela que, mais tarde, ficaria conhecida em todo o país como “Maria Bonita”.
Aos 14 anos, João Maria retornou à casa paterna. Trabalhou pesado, de sol a sol, inverno a inverno, e, e já com dezessete anos, resolveu partir para Salvador. Na capital trabalhou como verdureiro, carregando verdura para o mercado das Sete Portas e, até então, não sabia ler ou escrever. Não assinava nem o próprio nome. Em junho de 1942, ingressou na escola militar e foi lá onde aprendeu a ler escrever e contar. Segundo relata, aprendeu até a conjugar os verbos regulares e irregulares desafiando os professores de então. A Escola Militar e a escola da vida ensinaram este nobre cidadão a liderar um povo, e este povo consequentemente seria seu próprio conterrâneos.
Entrou na política e ficou adido ao Exército na Segunda Guerra Mundial, guarnecendo os aviões Catarinos que patrulharam os mares para evitar bombardeios na costa brasileiras.
Adoeceu de impaludismo agudo, originando uma fraqueza geral. A doença afetou os dois pulmões e culminou numa tuberculose, muito difícil de ser curada na época. Foi desenganado pelos médicos e, para seu descontentamento, em 1947 foi afastado da polícia para tratamento de saúde. Ficou aguardando reforma, a qual foi concedida em 1955.
Com o afastamento da vida militar, em 1947, retornou a terra natal: a pequena e querida povoação de Monte Alverne. Com o propósito de cuidar da saúde, acabou ingressando na política. Em 1948, em Cruz das Almas, na Bahia, casou-se com Dona Maria de Lourdes Branco de Oliveira, “Dona Ludi”.
Em 1954, o destino de Antas foi desmembrado de Cícero Dantas e João Maria começou a lutar para que o povoado de Monte Alverne fosse distrito de Cícero Dantas, ocupando o lugar de Antas. Foi eleito vereador de 1958 a 1960 e, no decorrer destes anos, o povoado de Monte Alverne recebeu a categoria de vila.
Em 1960, criou um cartório em vila de Fátima e sua esposa foi nomeada como tabeliã e escrivã de paz, através de concurso público. Dois anos depois, em 1962, João Maria foi candidato pela segunda vez e novamente eleito. Fortalecido politicamente, já tinha como principal meta a emancipação política de Vila de Fátima, criando raízes e dando asas á liberdade. Alimentou no coração de seu povo um forte sentimento nativista e o desejo irresistível da independência.
Com a resolução de 31 de março de 1964, veio o poder dos militares e foi extinto o direito de criação de novas cidades. Este fato entristeceu muito João Maria de Oliveira, mas ele não desistiu da luta. Despojou-se de tudo e entregou-se a esta nobre causa cada vez mais. Tornou-se forte e era simplesmente “João Maria”: sem dinheiro, sem casa nem moradia, de calçada em calçada e com cigarro grosseiro no bico, liderava, crescia e formava grupos. Amigos fiel, sabia ser acolhedor mesmo no momento de fúria, quando, logo em seguida, demonstrava carinho e, ao mesmo tempo, autoridade.
Nas eleições de 1970, foi novamente candidato a vereador e mais uma vez eleito. Em 1972, candidatou-se a prefeitura de Cícero Dantas, derrotado pelos “Vieira”, líderes políticos da época que, além do receio em ver Fátima tornou-se independente, enxergavam em João Maria um perigoso adversário, motivos pelos quais o perseguiam politicamente.
Ano de 1985. Renasce o direito de criação de novas cidades e João Maria vai à luta. Vem o plebiscito, no qual o povo disse “sim” a Fátima e fez jus à labuta deste grande guerreiro. Em 01 de abril de 1985, Fátima tornou se um município, desmembrando-se de Cícero Dantas passando a caminhar com os próprios pés.
Emancipação política com João Maria de Oliveira
A emancipação política da cidade de Fátima foi resultado da luta de João Maria de Oliveira, enquanto vereador de Cícero Dantas. Com muita astúcia, ele buscou forças políticas, argumentou e contrariou poderosos locais, até, conseguir seu grande objetivo. Devido à boa localização, terras férteis e cidadãos firmes e determinados não demoraram muito para que Vila de Fátima alcançasse um crescimento populacional significativo e, através do decreto de primeiro de abril de 1985, foi reconhecida oficialmente como o mais novo município baiano, passando a chamar-se Fátima, desmembrada de Cícero Dantas Bahia João Maria foi o primeiro prefeito da Nova cidade.
NOMES DOS PREFEITOS
JOÃO MARIA DE OLIVEIRA
OSVALDO RIBEIRO
EDUARDO PIRES
MANOEL MESSIAS VIEIRA (SORRIA)
IDELFONSO (NEGO)
MANOEL MESSIAS VIEIRA (SORRIA) ATUAL
ATUALIDADE:
Hoje, a cidade tipicamente agrícola, apresenta resquícios de quando o lugarejo ainda era uma pequena feira, porém com mudanças visíveis e progressivas com relação ao pouco tempo de emancipação política. As características de seu povo, quase previsíveis se comparadas com as dos demais sertanejos, apresentam peculiaridades: hospitalidade, otimismo estampado no rosto e um jeito próprio de plantar são traços marcantes do cidadão fatimense.

No município existe um grande número de tradição exemplo a FESTA DO ANIVERSÁRIO DA CIDADE COM VÁRIOS ACONTECIMENTOS ESPORTIVO, o Feijão Fest que reúne multidões na praça de eventos e a tradicional alvorada que aglomera os foliões com as respectivas bandas locais e nacionais, organizado pela prefeitura municipal de Fátima, que acontece no mês da colheita do feijão em setembro. Também a festa do padroeiro São Francisco de Assis que reúne grande número de fiéis católicos.
Prefeito atual: MANOEL MESSIAS VIEIRA (SORRIA)

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