domingo, 8 de julho de 2018

Paquistanesa Prêmio Nobel da Paz visita Salvador, revela Ronaldo Jacobina

(Foto: Divulgação)

Paquistanesa Prêmio Nobel da Paz visita Salvador, revela Ronaldo Jacobina

Antes de sua vinda à Bahia, Malala passa por São Paulo, onde faz palestra para mulheres
Malala Yousafzai, a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz (2014), desembarca em Salvador na madrugada desta terça-feira (10).  A paquistanesa, que se tornou conhecida em todo o mundo a partir de 2012 quando sofreu um atentado terrorista que a obrigou a deixar seu país natal e ir morar na Inglaterra, vem visitar a Instituição Nacional de Ação Indígena (ANAI), entidade escolhida por ela.
Tudo em torno de sua passagem pela Bahia está sendo tratado de forma sigilosa, por questões de segurança. O Correio apurou que a agenda da ativista em solo baiano inclui ainda um passeio pelas ruas do Pelourinho e almoço em um restaurante do Centro Histórico. Daqui, ela segue no mesmo dia, para o Rio de Janeiro, de onde embarca de volta para a Inglaterra.
Antes de sua vinda à Bahia, Malala passa por São Paulo, nesta segunda (9), onde faz palestra para mulheres que militam na defesa dos direitos femininos, alunos de escolas públicas e de Organizações Não Governamentais (ONGS), a convite do Banco Itaú, responsável por sua vinda, pela primeira vez, ao Brasil.
A visita da ativista ao país foi articulada pela agência paulista Tudo - que é presidida pelo baiano Maurício Magalhães - e foi oferecida à instituição financeira que tem uma forte atuação na área de educação, tema da palestra da paquistanesa. “Há mais de um ano estamos negociando com a Malala para fazer uma conferência aqui, logo que ela concordou, sugerimos ao Itaú que aprovou de pronto”, conta Magalhães.
A jovem, que no próximo dia 12, completa 21 anos, começou a sua luta por direito à educação quando o exército talibã instituiu, no Paquistão, uma política que proibia meninas de freqüentar a escola.
A partir daí, passou a se dedicar integralmente a promoção da educação no mundo, sobretudo entre as mulheres, através da The Malala Fund, organização sem fins lucrativos que ela criou para promover a educação feminina no Paquistão e em outras partes do planeta.

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