sábado, 4 de agosto de 2018

Suposto acordo de Otto com Rosemberg por presidência da Assembleia viabiliza chapão e revolta petistas

EXCLUSIVA Suposto acordo de Otto com Rosemberg por presidência da Assembleia viabiliza chapão e revolta petistas

Foto: Divulgação/Arquivo
Com expectativa de ter apoio de Otto para presidente da Assembleia, Rosemberg teria influído para PT fechar chapão
Vendida como uma solução política unânime no campo do governo, a formação de um chapão às vagas proporcionais no grupo do governador Rui Costa (PT) deixou principalmente seu partido revoltado. Deputados petistas estimam que, devido ao chapão, no qual todos os partidos da base se uniram para disputar as 63 vagas disponíveis na Assembleia Legislativa, o PT pode reduzir sua presença na Casa de 10 para até quatro parlamentares, o que dizimaria quase completamente sua atual bancada.
Em contrapartida, o modelo teria ajudado imensamente o PSD, do senador Otto Alencar, que pode eleger até 13 deputados dos 40 que a base estima poder colocar na Assembleia. Desde o princípio, eram poucos os partidos que gostariam de ter o PSD como aliado porque a sigla decidiu apresentar apenas 14 candidatos à Assembleia, todos com grandes chances de eleição, dificultando o sucesso das agremiações que se coligassem com ele.
Diante da iminência do conflito, o próprio governador Rui Costa (PT) chegou a admitir que a base poderia sair com duas coligações principais, uma liderada pelo PSD e outra pelo PT. Indignados com o desfecho da negociação, alguns deputados do PT dizem, no entanto, que um acordo celebrado entre Otto e o deputado estadual petista Rosemberg Pinto colocou por terra o projeto do partido de manter suas atuais vagas na Assembleia ou mesmo ampliá-las.
Para garantir a coligação com o PSD, o senador, considerado hábil negociador político, teria oferecido a Rosemberg a garantia de apoio do PSD à sua candidatura à sucessão de Angelo Coronel na presidência da Assembleia Legislativa, em 2019. Em troca, o petista teria influído na formação do chapão, contando para isso com o apoio da direção estadual do PT. “O acordo pode ter sido até bom para Rosemberg, mas liquidou as chances de eleição dos deputados do PT na Assembleia”, disse um parlamentar petista a este Política Livre.

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