quarta-feira, 14 de novembro de 2018

João Leão participa de reunião com Bolsonaro

João Leão participa de reunião com Bolsonaro
Além do progressista, 17 governadores eleitos ou reeleitos confirmam presença no encontro que acontecerá no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB)Tribuna da Bahia, Salvador 
14/11/2018 09:02 | Atualizado há 52 minutos
    
Foto: Reprodução
Por Rodrigo Daniel Silva
O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), que está como governador em exercício, participa hoje de uma reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Além do progressista, 17 governadores eleitos ou reeleitos confirmam presença no encontro que acontecerá no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), que fica próximo do Centro Cultural Banco do Brasil, local de trabalho da equipe de transição de governo. Leão vai à capital federal como representante do governador Rui Costa (PT), que está em missão fora do país e só retorna na próxima sexta-feira, segundo a assessoria de comunicação. À Tribuna, o vice-governador disse que vai “levar uma pauta de reivindicações” da Bahia e do Nordeste. “Nós temos que trabalhar pelo Brasil. Temos que esquecer as disputas políticas. Vamos sentar antes com os governadores do Nordeste para definir a pauta, mas, claro, já estou levando algumas. Temos uma série de obras que são importantes para a Bahia, como a construção de rodovias e da ponte Salvador-Itaparica. O projeto está pronto, mas não é justo que o governo federal não bote um centavo”, afirmou, ao ressaltar que durante os 35 anos de concessão da ponte para uma empresa privada, a União vai arrecadar R$ 27 bilhões de tributos, já o governo estadual R$ 20,5 bilhões.
Confirmam presença os governadores eleitos do Acre, Gladon Cameli; Amapá, Waldez Góes; Amazonas, Wilson Lima; Distrito Federal, Ibaneis Rocha; de Goiás, Ronaldo Caiado; Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; Minas Gerais, Romeu Zema; Mato Grosso, Mauro Mendes; do Pará, Helder Barbalho; Paraná, Ratinho Júnior; Rio de Janeiro, Wilson Witzel; Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; de Roraima, Antonio Denarium; Santa Catarina, Coronel Carlos Moisés da Silva; São Paulo, João Doria; e do Tocantins, Mauro Carlesse.
Segundo os organizadores, a reunião tem como objetivo ser um “encontro de aproximação”. Além de Bolsonaro, deverão participar do evento os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Perguntado se acha que a Bahia sofrerá retaliação do governo de Bolsonaro, já que a maioria do eleitorado do estado votou em Fernando Haddad (PT) na disputa presidencial, Leão afirmou que “não acredita, de jeito nenhum nisso”. “O povo da Bahia não pode pagar o pato”, ressaltou. Sobre como avalia a montagem da equipe do capitão reformado, o vice-governador respondeu: “Não posso dizer que é uma seleção brasileira. Agora, deixa o time começar a jogar”. O vice-governador também comentou a decisão do juiz federal Sérgio Moro, que é ainda é responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, de aceitar o convite do presidente eleito para ser ministro da Justiça. “A sociedade gostou. Agora, é aquela velha história: será que foi ético? É uma questão de se perguntar. Eu acho que poderia ter avaliado melhor. Não era o momento. Podia ter esperado um pouco”, pontuou.
Legislativo
João reiterou que o PP quer a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mas quer “consenso” na base governista. “O PP não vai brigar. O PP quer o consenso. Não tem sentido o PP brigar. Quando Angelo Coronel foi candidato, o PSD não precisou brigar. Houve um consenso. Nós abrimos mão da candidatura à presidência para apoiar o PSD”, disse, ao salientar que o deputado estadual Nelson Leal (PP) “tem uma experiência excepcional” para comandar o Legislativo baiano.

0 comentários:

Postar um comentário